Amo · It's Only B2B (But I Like It) Download em PDF
Um ebook da Amo · Marketing B2B
It's only
B2B
(but I like it)
Amo
Antes de começar Uma palavra dos sócios
Os sócios da Amo

Campanha chata é rasgar dinheiro. Campanha boa é multiplicar dinheiro. Qual das duas você prefere fazer para o seu negócio?

Se a sua resposta for a mesma que o mercado dá todo dia, apaga este arquivo agora.

Mas se você prefere campanha legal, a gente separou um material que vai te ajudar. Por uma hora, ignora as notificações e tenha uma boa leitura.

Bruno Dreux Sócio da Amo e Presidente da ABP

Tem um briefing que aparece toda semana e começa assim: é B2B, então precisa ser sério. Ele já matou mais ideia boa que qualquer corte de verba.

Sério e chato não são a mesma coisa. Nas próximas páginas você vai ver rolamento industrial virar programa espacial, tinta de fachada virar ferramenta de voz e caminhão virar espacate. Nenhuma dessas categorias era mais fácil que a sua.

O que separa uma coisa da outra quase nunca é o produto. É a coragem de contar.

Marcio Ismail Sócio da Amo
Amo

A Amo é uma agência de comunicação integrada e independente, com 23 anos de estrada e os sócios presentes em todas as contas, não numa reunião trimestral. A gente usa comunicação para resolver desafio de negócio, do branding à mídia, em B2B, em B2C e nas passagens entre os dois.

02amo.ag
Sumário Amo · 2026
01Don't B2BoringO manifesto05
06Under My ThumbPor que quase ninguém faz36
02I Can't Get No SatisfactionO custo de ser chato07
07Shine a LightO que muda na sua carreira39
03Sympathy for the DecisorCinco mitos que travam o B2B15
08You Can't Always Get What You WantComo a Amo faz45
04Big HitsSeis cases que provam o contrário19
09Start Me UpO método, do boring ao legal55
05Play With FireO que os vencedores têm em comum33
10Qual o seu desafio de negócio?Fontes e contato58
03
TL;DR O ebook inteiro em uma página
01

Até 95% das empresas que poderiam te contratar não estão contratando nada agora.

05

Metade da influência numa compra B2B está com gente de compras, finanças e TI que você nunca vai encontrar. Eles decidem por reputação.

02

Por isso a maior parte da sua verba de comunicação foi usada para ser lembrado em uma futura compra.

06

Subir 1% do preço é melhor que vender 10% a mais. E só pode subir preço quem tem marca.

03

O que faz lembrar é emoção. E três em cada quatro anúncios B2B não provocam nenhuma. Só 0,5% chegam ao topo da escala.

07

Algumas poucas empresas entenderam isso e estão mudando completamente a forma de comunicação no B2B.

04

Ser chato é a opção cara. Anúncio sem graça precisa de 2,6x mais verba para o mesmo ganho
de share.

08

A prova está em Cannes, que criou recentemente uma categoria só de B2B, e metade dos vencedores de Titanium em 2024 veio dessa categoria.

Todo contrato é fechado por uma pessoa,
não por um CNPJ.

04
Capítulo um

DON'T
B2BORING

Enquanto o mercado repetia que B2B é chato por natureza,
o B2B estava ganhando os prêmios mais difíceis do mundo.

01
01 · Don't B2BoringManifesto

Existe uma convenção silenciosa no marketing B2B.

Ela diz que, quando o cliente é uma empresa, a comunicação precisa ser séria. Que decisor de negócio não se emociona. Que humor é coisa de sabão em pó. Que o certo é falar de funcionalidade, de integração, de escalabilidade, e falar baixo, para não parecer leviano.

Ninguém assinou embaixo dessa convenção, mas todo mundo obedece.
E ela custa bilhões por ano.

Em 2022, Cannes criou uma categoria só para B2B. Na estreia foram 415 inscrições, de 37 países. Dois anos depois, metade dos vencedores do Titanium, o leão mais difícil do festival, reservado ao trabalho que quebra o molde, veio de marcas B2B. A diretora global de premiações do LIONS resumiu o fenômeno como "a história não contada do festival".

Este ebook é sobre a distância entre o que se acredita e o que se prova. Ele tem três partes: os cases que ganharam Cannes, Effie e o resto do circuito; as boas práticas que dá para extrair deles; e o caminho para sair do boring, porque diagnóstico sem caminho vira só crítica.

David Ogilvy

Você não consegue entediar as pessoas até que elas comprem o seu produto.

06amo.ag
Capítulo dois

I CAN'T GET NO
SATISFACTION

O custo de ser chato.

02
02 · O custo de ser chatoA conta que ninguém faz
2,6x
é quanto mais verba de mídia um anúncio chato precisa para gerar o mesmo ganho
de market share.
System1 · Peter Field · IPA Databank · 2024

Ser boring parece seguro, mas é justamente o pior caminho.

Um estudo de 2024 assinado por Peter Field, Adam Morgan e Jon Evans, feito em cima do IPA Effectiveness Databank, colocou número nisso. Anúncio sem graça, daqueles que não provocam nenhuma resposta emocional, precisa de duas vezes mais verba para gerar o mesmo crescimento de lucro que um anúncio interessante. Para o mesmo ganho de market share, 2,6 vezes mais.

Vale inverter a leitura. O time que escolhe o caminho seguro não está economizando risco, está queimando até 160% a mais do orçamento da empresa para chegar no mesmo lugar. Somado, o mercado joga fora bilhões de dólares por ano nessa conta.

08Fonte 03
02 · O custo de ser chatoE o B2B é o pior aluno da turma
0,5%
é a fatia dos anúncios B2B que chega
a quatro ou cinco estrelas de resposta emocional. Tudo o mais está entre
morno e nulo.
B2B Institute · System1 · Cashing In On Creativity · 2021

O LinkedIn B2B Institute e a System1 testaram 1.700 anúncios B2B na escala de cinco estrelas que mede resposta emocional e prevê crescimento de share. 76,7% tiraram uma estrela, a nota mínima, que corresponde a zero de crescimento de marca no longo prazo.

No outro extremo da tabela, apenas 0,4% chegaram a quatro estrelas e 0,1%
a cinco. Um anúncio de cinco estrelas entrega cerca de 3% de crescimento de marca por ano.

Nos formatos a diferença fica mais nítida ainda: 54% das respostas a anúncios B2B de TV são neutras, contra 37% de emoção positiva.

Importante

Os anúncios mais engraçados geram cinco vezes mais crescimento de share que os menos engraçados. O humor não é risco de reputação, é um multiplicador de resultado que a categoria decidiu não usar.

09Fontes 03, 43
02 · O custo de ser chatoA regra 95-5

VOCÊ ESTÁ FALANDO COM QUEM NÃO ESTÁ QUERENDO COMPRAR

A peça que reorganiza o resto vem do professor John Dawes, do Ehrenberg-Bass Institute, escrita para o LinkedIn B2B Institute.

A tese é simples. Em qualquer momento dado, a maioria dos seus compradores potenciais não está comprando nada. Não abriram processo, não montaram concorrência, não vão responder ao seu formulário. Só uma parcela muito pequena está em busca de algo naquele momento.

Na prática, isso significa que a maior parte do seu investimento não existe para gerar venda hoje. Ela existe para construir memória para quando seus potenciais clientes decidirem comprar algo. E memória não se constrói com especificação técnica, se constrói com aquilo que fica.

■ 5% no mercado agora
■ 95% fora do mercado
O dado é ilustrativo, o comportamento, não é.

O próprio Dawes faz questão de dizer que 95% é uma heurística e não uma medida exata, já que a proporção varia por categoria e por ciclo de recompra. O dado vale pela ordem de grandeza.

10Fonte 05
02 · O custo de ser chatoO que a evidência recomenda

Les Binet e Peter Field são a dupla que transformou eficácia de publicidade em ciência, a partir do IPA Databank, o maior arquivo de campanhas com resultado comprovado do mundo. Aplicado a B2B, o trabalho deles chega a duas conclusões que valem uma cópia impressa na parede.

A primeira é sobre verba. O ponto de maior eficiência fica por volta
de 46% do orçamento em construção de marca e 54% em performance.
Nunca foi 100% em geração de leads.

A segunda é sobre linguagem. Campanhas emocionais produzem, em média, 1,4 impacto no negócio muito grandes, contra 0,2 das campanhas racionais. Sete vezes mais.

46% MARCA
54% PERFORMANCE
impactos no negócio muito grandes · média por campanha
1,4
Emocional
0,2
Racional
Binet & Field · LinkedIn B2B Institute · IPA Databank · 2019
11Fonte 06
02 · O custo de ser chatoO curto-prazismo é uma armadilha

QUEM OTIMIZA COM PRESSA ESTÁ VALORIZANDO O KPI ERRADO

Binet e Field mostram que efeito de marca leva pelo menos seis meses para aparecer. O mercado B2B decidiu não esperar.

Numa pesquisa do LinkedIn com mais de 4.000 marketers B2B, apenas
4% medem o impacto das campanhas além de seis meses. E três em cada quatro campanhas são "otimizadas" nas duas primeiras semanas.

Otimizar em duas semanas significa premiar o que dá resposta rápida e matar o que constrói memória. O sistema de medição, sozinho, empurra a categoria de volta para o anúncio chato.

4%dos marketers B2B medem o impacto de uma campanha além de seis meses
75%das campanhas B2B são otimizadas nas duas primeiras semanas de veiculação
6meses é o mínimo para um efeito de marca aparecer nos números
LinkedIn B2B Institute · 2030 B2B Trends
12Fontes 06, 44
02 · O custo de ser chatoOnde a marca vira dinheiro
1%
de aumento de preço levanta o lucro em cerca de 10%. O mesmo 1% em volume
de vendas levanta 3%.
LinkedIn B2B Institute · 2030 B2B Trends

Existe um caminho pelo qual marca vira margem, e ele quase nunca entra na conversa de B2B: poder de preço.

Marca forte sustenta preço. E preço mexe no lucro com uma alavanca três vezes maior que volume. É a diferença entre vender mais e ganhar mais.

O argumento tem uma segunda perna, ainda mais desconfortável para quem só olha pipeline: mais de 70% do preço de uma ação costuma vir dos fluxos de caixa de cinco anos ou mais à frente. Ou seja, o mercado financeiro paga hoje pela preferência que a marca vai ter amanhã.

Para levar à reunião

Se o seu CFO só aceita conversa sobre lead, esse é o par de números que muda o assunto. Marca é a alavanca de margem que quase ninguém está puxando.

13Fontes 44, 45
02 · O custo de ser chatoDiagnóstico
A maior parte do seu mercado não está contratando nada neste momento. 

Por isso, a maior parte da sua verba deve ser investida em algo que te faça ser lembrado depois.

Mas 3 em 4 anúncios B2B não provocam nenhuma emoção.
Isso deixou de ser um problema de criatividade faz tempo · virou um problema de negócio
14
Capítulo três

SYMPATHY
FOR THE DECISOR

Cinco mitos do B2B e o que os dados dizem sobre cada um.

03
03 · Sympathy for the DecisorMitos 1 e 2
01

"DECISOR B2B É RACIONAL"

O que dizem: quem compra para a empresa decide por planilha.

O estudo From Promotion to Emotion, do Google com a CEB e a Motista, entrevistou 3.000 compradores B2B de 36 marcas. Marcas B2C típicas têm conexão emocional com algo entre 10% e 40% dos seus consumidores. Das nove marcas B2B estudadas a fundo, sete passaram de 50%.

O comprador B2B é mais emocionalmente conectado ao fornecedor do que o consumidor comum é à marca que ele leva do supermercado.

"Tem muito mais em jogo numa decisão B2B. O custo do erro para o comprador é muito maior, o que significa que essas são decisões mais emocionais, não menos."
Peter Weinberg · LinkedIn B2B Institute

Essa emoção tem nome. A Bain chama de FOMU, sigla de fear of messing up, o medo de estragar tudo. Como resume Jamie Cleghorn, sócio da Bain: o medo de estragar tudo pesa mais que o medo de ficar de fora. A pergunta que o comprador faz em silêncio é se ele vai conseguir defender essa decisão numa reunião de balanço dois anos depois.

02

"MEU MERCADO É SÉRIO DEMAIS PARA HUMOR"

O que dizem: no meu setor isso não pega.

Os anúncios mais engraçados geram cinco vezes mais crescimento de share que os menos engraçados. E, especificamente em B2B, os próprios decisores reclamam da falta:

64%acham que falta humor nos anúncios da categoria
60%acham que falta apelo emocional
59%não veem personagens com quem se identifiquem

O seu público está pedindo, por escrito.

16Fontes 07, 08, 47
03 · Sympathy for the DecisorMitos 3 e 4
03

"DIFERENCIAÇÃO RACIONAL CONVENCE"

O que dizem: temos o melhor produto, basta explicar bem.

Apenas 14% dos decisores percebem diferença real de valor de negócio entre fornecedores líderes a ponto de pagar mais por ela. Para os outros 86% do mercado, você e o seu concorrente são a mesma coisa.

Quando o produto empata, ganha quem é lembrado, e voltamos ao capítulo anterior.

Há um prêmio para quem atravessa esse muro. Compradores B2B se mostram oito vezes mais propensos a pagar preço premium quando enxergam valor pessoal na escolha, e não só valor de negócio.

04

"BRANDING NÃO GERA PIPELINE"

O que dizem: marca é vaidade, o que importa é lead.

A B2B Effectiveness Ladder, criada pelo LinkedIn B2B Institute com a WARC e o LIONS, organizou os efeitos de campanha B2B em seis degraus. Quanto mais alto na escada, maior o impacto comercial.

06Ativo estratégico
05Construtor de marca
04Criador de fama
03Fechador de vendas
02Gerador de leads
01Gatilho de resposta

Fama, nesse desenho, fica um degrau acima de pipeline.

E há prova direta: numa análise de 703 campanhas B2B premiadas, as que faziam uma promessa explícita ao cliente tiveram 2,9 vezes mais chance de aumentar market share.

17Fontes 07, 09, 50
03 · Sympathy for the DecisorMito 5
Mito cinco

"EU CONHEÇO QUEM DECIDE"

Metade da influência numa compra
B2B está com gente que você nunca vai encontrar numa reunião.

Uma pesquisa da Bain com o LinkedIn, feita com 750 compradores, mostrou que os compradores ocultos, gente de compras, finanças e TI que nunca aparece na sala, respondem por metade da influência sobre a decisão final.

Eles não leem o seu material técnico, não recebem o seu vendedor e não pedem demonstração. Decidem por reputação, e são 1,7 vez mais influenciados por marca do que os colegas que estão na negociação. Chegam a rejeitar metade dos fornecedores de uma shortlist, quase sempre por motivo reputacional.

20xmais chance de ser escolhido quando todo o grupo de compra conhece e confia na marca
81%das compras foram para fornecedores que quase todo mundo no grupo já conhecia

É a defesa mais dura de fama em B2B que existe. Não adianta convencer quem você conhece se quem você não conhece nunca ouviu falar de você.

18Fontes 46, 49
Capítulo quatro

BIG HITS

Rolamento industrial, tinta para fachada, caminhão, software de RH, email marketing e espaço publicitário de metrô. Nenhuma categoria glamourosa, todas premiadas nos palcos mais difíceis do mundo.

04
Case 01 · 2013

VOLVO TRUCKS

"The Epic Split"
AgênciaForsman & Bodenfors, Suécia
LeituraO pioneiro
04 · Big HitsVOLVO TRUCKS · "The Epic Split"
2 Grand Prix Cannes 2014GP Creative Effectiveness 2015D&AD Black PencilBest in Show One Show8 Ouros Cannes
O cliente

Divisão de caminhões pesados do Grupo Volvo. Vende caminhões de longa distância, construção e distribuição para frotistas, transportadoras e motoristas autônomos. Ciclo de decisão longo, compra de alto valor, público técnico.

O desafio

A Volvo lançava cinco caminhões novos quase ao mesmo tempo, o maior lançamento da sua história, com verba modesta para o tamanho da tarefa. Precisava gerar fama para funcionalidades tecnicamente áridas, como a direção dinâmica. Até então, publicidade de caminhão falava com o comprador dentro da mídia especializada e parava por aí.

A solução

A série Live Test transformou especificação técnica em demonstração espetacular e verificável. No sexto filme, Jean-Claude Van Damme executa um espacate apoiado nos retrovisores de dois caminhões andando de ré, em take único, ao som de Enya, para provar a estabilidade da direção. Sem estúdio, sem truque declarado, só a prova filmada.

Os resultados
100mi+views, com quase 8 milhões de compartilhamentos
+24%nas vendas no quarto trimestre de 2013
20mil+matérias na imprensa mundial

Entre 40% e 50% dos compradores de caminhão declararam mais propensão a considerar a Volvo na compra seguinte.

O que roubar deste case

Você não precisa esconder o que o seu produto faz, precisa encontrar um jeito inesquecível de mostrar. Especificação técnica vira espetáculo quando vira prova.

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21Fontes 11, 12, 13, 14
Case 02 · 2017

MAILCHIMP

"Did You Mean Mailchimp?"
AgênciaDroga5, Nova York
LeituraA marca como cultura
04 · Big HitsMAILCHIMP · "Did You Mean Mailchimp?"
Grand Prix Cyber Cannes 2017Vencedor Effie NA 2018Best of Discipline One Show
O cliente

Plataforma de email marketing e automação fundada em Atlanta, com modelo freemium, vendendo para pequenas empresas e empreendedores. Gente que faz o próprio marketing.

O desafio

O Mailchimp cresceu por produto e boca a boca, sem nunca ter feito uma grande campanha de marca. Era conhecido dentro do nicho e invisível fora dele. Em 2014, um patrocínio do podcast Serial viralizou por acidente porque uma voz pronunciou "MailKimp", e a marca percebeu que ser quase reconhecida tinha valor.

A solução

Em vez de falar do produto, a Droga5 criou nove marcas falsas que quase soam como Mailchimp e colocou todas no mundo real. MailShrimp, KaleLimp e JailBlimp viraram três curtas exibidos em cerca de 300 cinemas, sem nenhuma marca à vista. FailChips virou um salgadinho de verdade distribuído em Nova York. VeilHymn virou uma música com o Dev Hynes. Quem buscava qualquer um desses nomes no Google recebia a pergunta: did you mean Mailchimp?

Os resultados
500miem impressões pagas
1bi+em impressões espontâneas, o dobro do comprado
9marcas falsas criadas no mundo real

A campanha só se completava quando o público fazia a busca. Cobertura orgânica na Rolling Stone, na Forbes e no Washington Post.

O que roubar deste case

A coragem de não falar do produto, e a de transformar o próprio defeito, até um erro de pronúncia, em plataforma.

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23Fontes 15, 16, 17
Case 03 · 2022

SHERWIN-WILLIAMS

"Speaking in Color"
AgênciaWunderman Thompson, Minneapolis
LeituraO primeiro Grand Prix da história do B2B
04 · Big HitsSHERWIN-WILLIAMS · "Speaking in Color"
1º Grand Prix Creative B2B da históriaPrata Clio 2023Premiado One Show 2023
O cliente

A divisão de revestimentos industriais para metal da Sherwin-Williams, que vende tinta para fachadas, coberturas e painéis arquitetônicos. Quem decide são arquitetos e especificadores.

O desafio

Revestimento de bobina metálica está entre as categorias de menor envolvimento emocional que existem. O insight que destravou o problema veio de outro lugar: arquiteto costuma ver uma cor na cabeça, ligada a uma memória, um lugar, uma luz específica, e não consegue traduzir isso num código de tinta. Leque de cor não resolve.

A solução

Uma ferramenta web ativada por voz. O arquiteto descreve a cor que imagina do jeito que ela existe na cabeça dele, "a água do Caribe às três da tarde", "campo de lavanda", e um algoritmo de linguagem natural varre milhões de imagens para devolver uma paleta em tempo real. Ele refina falando, mais quente, puxa mais para o azul, até chegar no tom exato, que a Sherwin-Williams então produz.

Os resultados
Grand Prix da categoria Creative B2B em Cannes
Maiorconjunto de dados de atribuição de cor do mundo

A Sherwin-Williams não divulgou números de vendas ou de leads desta campanha. 

O que roubar deste case

Criatividade em B2B nem sempre é um filme, às vezes é um produto. E público pequeno funciona menos como limitação e mais como chance de ser inesquecível para as pessoas certas.

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25Fontes 18, 19
Case 04 · 2023

WORKDAY

"Rock Star"
AgênciaOgilvy Chicago e Los Angeles · Super Bowl LVII
LeituraFalar com todo mundo para vender para poucos
04 · Big HitsWORKDAY · "Rock Star"
Ouro Creative B2B Cannes 2023Bronze Creative Effectiveness 2024Effie US 2024 B2BEffie US 2026 Sustained SuccessBest in Show ANA B2 Awards
O cliente

Software corporativo em nuvem para gestão financeira e de RH, usado por mais da metade das empresas da Fortune 500. Quem decide são executivos de RH, finanças e TI.

O desafio

A Workday ia bem em RH, mas o módulo de finanças não decolava, e a marca era invisível diante de Oracle e SAP. Somado ao problema estrutural do B2B de sempre, que é o de não entrar na lista de quem não é lembrado.

A solução

Partir de um vício de linguagem corporativa. Escritório chama todo mundo de rock star o tempo todo. A Ogilvy colocou rock stars de verdade para protestar contra isso, com Ozzy Osbourne, Joan Jett, Billy Idol, Paul Stanley e Gary Clark Jr. reclamando que executivo de finanças não morde cabeça de morcego nem destrói quarto de hotel. A piada termina como elogio ao público. Virou franquia: voltou em 2024 com Gwen Stefani e Travis Barker.

Os resultados
4,35bide impressões espontâneas
+50%em leads qualificados
63%de consideração de marca

Depois da terceira onda da campanha, o tráfego do site cresceu mais de 50% e a conversão de lead para venda subiu 17%.

O que roubar deste case

É a regra 95-5 executada com dinheiro. Comprar o meio mais caro e menos segmentado do mundo para falar com um público minúsculo parece irracional até você lembrar que os outros 95% também influenciam, comentam e lembram.

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27Fontes 10, 20, 21, 22
Case 05 · 2024

JCDECAUX

"Meet Marina Prieto"
AgênciaDAVID Madrid
LeituraMídia vendendo mídia
04 · Big HitsJCDECAUX · "Meet Marina Prieto"
Titanium Grand Prix Cannes 2024Grand Prix Creative B2BOuro OutdoorPrata e Bronze Social & InfluencerGraphite + 2 Wood Pencils D&AD
O cliente

A maior empresa de mídia exterior do mundo, que na Espanha comercializa os painéis do metrô de Madri. Vende para anunciantes e agências de mídia.

O desafio

Anunciante achava que anúncio de metrô era mídia morta. O investimento no meio caiu 7% em 2023, apesar de 2,3 milhões de pessoas passarem pelo metrô de Madri todo dia, e a JCDecaux tinha centenas de espaços encalhados.

A solução

Em vez de argumentar, demonstrar. A DAVID pegou o Instagram de Marina Prieto, uma galega de 100 anos com 28 seguidores que postava fotos do próprio cotidiano, cozinhando, comendo, tirando um cochilo, e transformou os posts em cartazes. Sem logo, sem chamada, sem explicação nenhuma, em mais de 800 espaços não vendidos do metrô. Madri passou duas semanas perguntando quem era Marina Prieto. Então a JCDecaux revelou a autoria.

Os resultados
185novas marcas procuraram a JCDecaux
2xde investimento no meio
28 → 10milseguidores de Marina em duas semanas

Se o metrô torna famosa uma senhora com 28 seguidores, imagina o que faz pela sua marca.

O que roubar deste case

A melhor venda B2B raramente é um argumento sobre o seu produto. Costuma ser uma demonstração ao vivo dele.

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29Fontes 23, 24, 25
Case 06 · 2026

SKF

"The Faroe Islands Space Program"
AgênciaNORD DDB, Estocolmo
LeituraO estado da arte
04 · Big HitsSKF · "The Faroe Islands Space Program"
Grand Prix Creative B2B Cannes 2026
O cliente

Multinacional sueca centenária de rolamentos e componentes industriais. Se existe um produto que a cultura elegeu como símbolo de tédio, é esse.

O desafio

Comunicar um projeto de energia das marés nas Ilhas Faroé, feito com a Minesto e a concessionária local, para um público técnico e institucional, sem cair na linguagem genérica de sustentabilidade corporativa.

A solução

Reposicionar engenharia submarina como corrida espacial. Como a maré é movida pela gravidade da Lua, a campanha vendeu energia maremotriz como moon power, o programa espacial das Ilhas Faroé, com toda a estética, a narrativa e a ambição épica que a expressão carrega. Rolamento virou tecnologia de exploração.

Os resultados
1.250+menções de imprensa em 140 mercados
500mi+de alcance potencial
25mide views em conteúdo técnico

Mais de 500 mil visitantes no site da campanha.

O que roubar deste case

Se rolamento industrial vira épico espacial, nenhuma categoria tem desculpa. E isso inclui a sua.

Ver o filme
31Fontes 26, 27
04 · Big HitsNão é só campanha

TEM QUEM
NÃO PRECISE
DE UMA GRANDE CAMPANHA

Os seis cases anteriores são momentos: um filme, uma ativação, uma ferramenta. Existe outro caminho, mais lento e mais barato, que é ser humano todo dia, no site, no produto, no e-mail de cobrança.

Três marcas provam que dá para sair do boring sem Super Bowl. Todas lideram por significado humano, não por funcionalidade de produto.

De ferramenta a comunidade

FIGMA

A marca é construída em torno da comunidade, não do produto. A linguagem é sempre "você" e "seu time", e o ato de desenhar junto ocupa o centro. Eventos, redes e até notas de versão são tratados como conversa dentro de uma comunidade, não aviso de fornecedor.

Design profissional que parece acessível em vez de intimidador
De despesa a confiança

PLEO

É uma empresa de controle de gastos corporativos, ou seja, deveria ser pura burocracia. O que fazem diferente é enquadrar o gasto da empresa como um ato de confiança entre empregador e empregado, e não como problema de conformidade. Linguagem morna, informal, com humor.

Categoria chata vira humana quando você reenquadra o que ela significa
De folha de pagamento a cuidado

GUSTO

Folha, benefícios, obrigações fiscais. Ainda assim a marca soa como uma amiga que por acaso cuida da sua papelada. Define-se pelas pessoas dentro das pequenas empresas, não pelos processos. Paleta suave, ilustração, microcopy gentil.

Uma categoria movida a ansiedade reposicionada como cuidado
32Fonte 48
Capítulo cinco

PLAY
WITH FIRE

Seis campanhas, seis categorias, seis países.
E seis padrões que se repetem em todas.

05
05 · Play With FireO que os vencedores têm em comum
01

EMOÇÃO É ESTRATÉGIA

Nenhum dos seis cases venceu por explicar melhor. Todos venceram por fazer sentir alguma coisa, seja espanto, riso, curiosidade ou orgulho. Campanhas emocionais produzem sete vezes mais efeitos de negócio muito grandes.

02

FAMA VALE MAIS QUE ALCANCE SEGMENTADO

A Volvo falou com o mundo para vender caminhão, a Workday comprou Super Bowl para vender ERP. Parece desperdício até você lembrar que 95% do mercado não está comprando hoje, e que a decisão de amanhã se forma na memória de ontem.

03

DEMONSTRE, NÃO DECLARE

Van Damme entre dois caminhões. Marina Prieto famosa em duas semanas. Uma ferramenta que ouve o arquiteto. Nenhum deles disse que era bom, todos mostraram de um jeito impossível de contestar.

04

CORAGEM TEM ROI

O caminho boring custa de duas a 2,6 vezes mais mídia para o mesmo resultado. Na próxima vez que alguém na sala disser que a ideia é arriscada demais, vale checar qual das duas opções está de fato torrando orçamento.

05

NICHO É VANTAGEM

Sherwin-Williams falou com arquitetos, SKF falou com engenheiros. Quanto menor e mais específico o público, mais fácil se tornar inesquecível para ele. Falar com pouca gente funciona como permissão para ser ousado.

06

CONSISTÊNCIA COMPÕE JUROS

"Rock Star" nasceu como um filme e virou plataforma. Super Bowl em 2023, nova fase em 2024, Effie de eficácia sustentada em 2026. Uma ideia boa repetida com disciplina rende mais que cinco ideias médias por ano.

34amo.ag
05 · Play With FireA frase que resume
Criatividade é uma verdadeira vantagem competitiva.
Marcel Marcondes · CMO global da AB InBev
35
Capítulo seis

UNDER
MY THUMB

Se a evidência é toda a favor, por que quase ninguém faz? Porque o gargalo está na estrutura da empresa, longe da sala de criação.

06
06 · Under My ThumbAs cinco travas

Nenhuma empresa acorda decidida a ser chata. O boring é o resultado previsível de cinco engrenagens que operam ao mesmo tempo, e todas elas ficam fora da sala de criação.

Trava 01

O RELÓGIO DO CMO

Quatro anos de cadeira, cobrança trimestral. Quem tem prazo curto escolhe o que dá resposta rápida, e o que dá resposta rápida raramente constrói marca.

Trava 02

A MEDIÇÃO É DE míope

Os dashboards são construídos para enxergar KPIs de curto prazo como cliques, leads, CPC, E não lê  o que a marca entrega em longo prazo.

Trava 03

COMPRAS PREMIA CAUTELA

Processo de fornecedor é desenhado para reduzir risco e comparar itens equivalentes. Distinção, por definição, não é comparável. O sistema pune o que ele não consegue medir lado a lado.

Trava 04

EMOÇÃO PARECE RISCO

Mesmo com a evidência toda do lado da coragem, trabalho emocional é lido internamente como aposta. Só 13% das empresas se consideram abertas a risco criativo.

Trava 05

A ORGANIZAÇÃO FOI FEITA PARA ISSO

Somadas, as quatro primeiras não são acidentes. Elas formam uma empresa estruturalmente desenhada para produzir comunicação segura, indistinta e esquecível.

Ser BORING não é uma falha de criatividade.
É o resultado esperado do sistema.

37Fontes 29, 31, 44, 48
06 · Under My ThumbA boa notícia

QUANTO MAIS VAZIA A CATEGORIA, MAIOR O PRÊMIO

A agência britânica Rooster Punk avaliou 700 empresas B2B em oito setores para medir quão humana é a comunicação de cada uma. O impacto emocional ficou em último lugar entre todas as dimensões, em todos os setores, sem exceção.

16% das empresas passaram de 3 na escala de 5. E os setores mais pesados são os mais vazios: em manufatura, apenas 5% passam de 3. Em logística, o impacto emocional cai abaixo de 2.

Onde ninguém é humano, ser humano vira vantagem competitiva de verdade. A primeira indústria pesada que contar direito o que está em jogo no que ela fabrica vai encontrar a categoria inteira desocupada.

vale saber

A pesquisa é da Rooster Punk, com metodologia não publicada. Tratamos como indicação de direção, não como número fechado. As demais evidências deste ebook têm fonte aberta e verificável.

Nota média de humanização · escala de 1 a 5
Tecnologia e SaaS
2,77
Serviços profissionais
2,64
Saúde e farma
2,63
Energia e utilities
2,54
Construção e imobiliário
2,45
Serviços financeiros
2,4
Manufatura
2,36
Logística e transporte
2,3
3,0 · a linha do humano
A direção da viagem

Entre as 200 empresas de alto crescimento avaliadas, a nota é mais alta que a das 500 estabelecidas em todas as cinco dimensões. Em likeability e calor humano, 2,89 contra 2,40. Em centralidade no público, 3,27 contra 2,79.

Quem está crescendo mais rápido já entendeu que falar como gente dá vantagem competitiva.

38Fonte 48
Capítulo sete

SHINE
A LIGHT

Até aqui este ebook falou com a sua empresa.
Este capítulo fala com você.

07
07 · Shine a LightO relógio
4,1
anos é o tempo médio de um CMO no cargo.
Spencer Stuart · CMO Tenure 2026 · S&P 500

E 31% das empresas do S&P 500 sequer têm um CMO. Some a isso a cobrança: 77% dos CMOs dizem sentir pressão para provar ROI de curto prazo, e um terço deles teme justamente ter que cortar campanha criativa por causa disso.

É esse o contexto que empurra todo mundo para o trabalho seguro. Prazo curto, cadeira instável, cobrança trimestral. Faz sentido querer não errar.

SÓ QUE O SEGURO É A PIOR ESCOLHA

O trabalho boring custa 2,6 vezes mais verba para o mesmo resultado, o que coloca quem escolheu o caminho seguro na posição de gastar mais para entregar menos. E o mercado vem ficando mais medroso: só 13% das empresas se consideram abertas a risco criativo.

40Fontes 29, 30, 31
07 · Shine a LightO custo político
Marketing em B2B já não é levado a sério PELAS ÁREAS INTERNAS DA EMPRESA.

Quando você entrega esse tipo de criação, você só enfraquece o seu próprio caso.
Jon Lombardo · LinkedIn B2B Institute
41
07 · Shine a LightO que acontece com quem faz
Evidência

SAIR NÃO COSTUMA SER CAIR

Entre os CMOs que deixam o cargo, 62% são promovidos internamente ou vão para posição igual ou maior em outra empresa. 9% viram CEO. Três em cada quatro estão recolocados em até seis meses.

O tenure curto diz mais sobre velocidade de mercado do que sobre fracasso. O risco de carreira que importa é passar quatro anos no cargo sem nada assinado.

Trajetória

TOM KLEIN Mailchimp

Aprovou a campanha mais esquisita já feita em B2B, uma campanha inteira sobre gente errando o nome da marca, e levou o Grand Prix de Cyber em Cannes.

Quando a Matterport o contratou como CMO, o comunicado oficial citou esse histórico como justificativa: liderou o marketing enquanto o Mailchimp quase quadruplicou a receita, o que pesou na aquisição de US$ 12 bilhões pela Intuit.

Trajetória

MARCEL MARCONDES AB InBev

Brasileiro. Sob a gestão dele, a companhia saiu de 2 Leões em Cannes em 2016 para 183 Leões em cinco anos e emendou o quarto ano seguido como anunciante mais eficaz do mundo no Global Effie Index.

E é ele mesmo quem põe o freio no discurso de prêmio: "a gente nunca se deixa seduzir só por fazer coisa legal que dá o que falar". Os 183 Leões vieram de resolver problema de negócio, não de perseguir troféu.

42Fontes 28, 29, 32
07 · Shine a LightO caso mais interessante · e o palco
O caso Workday

Quando o "Rock Star" foi ao ar, em fevereiro de 2023, quem assinava como CMO era Pete Schlampp, um executivo de produto e estratégia que  acumulava a função. Quatro meses depois do sucesso da campanha, a Workday contratou uma CMO dedicada, vinda de uma vice-presidência executiva da Salesforce.

A campanha corajosa ABRIU UMA CADEIRA DE CMO NA EMRPESA

O marketing deixou de ser um acúmulo de cargo e virou uma cadeira própria, ocupada por alguém sênior de mercado. É isso que trabalho notável faz: muda o lugar do marketing na mesa.

BSB agora tem FORÇA NO palco
2022 Cannes cria os Creative B2B Lions, com 415 inscrições de 37 países. A WARC cria a sua categoria B2B e lança a B2B Effectiveness Ladder.
2024 O One Show adiciona categorias B2B, hoje 17 subcategorias. E metade dos vencedores de Titanium em Cannes vem de marcas B2B.
2026 O Creative B2B chega a 13 subcategorias, incluindo Craft in B2B e B2B Influencer Marketing. A presidência do júri vai para a diretora global de estratégia do LinkedIn.

Fora de Cannes: Effie, ANA B2 Awards (50 anos premiando só B2B), The Drum Awards for B2B e o B2B Marketing Awards, em Londres.

43Fontes 01, 02, 33, 34, 35
07 · Shine a LightE no Brasil?

O BRASIL JÁ GANHOU ESSE PALCO

Falta volume.

De todos os prêmios da América Latina, só o Effie Brasil tem categoria B2B confirmada.

Duas coisas, porém, já aconteceram por aqui. O Grand Prix de Creative B2B de Cannes 2023 foi brasileiro: "EART4", da B3 com o Pacto Global da ONU, pela AlmapBBDO, no dia em que o planeta Terra estreou na bolsa.

E o Effie Brasil já premiou um case chamado, literalmente,
"B2B Flash: o fim do Boring2Boring".

OS DADOS PODEM ENGANAR, MAS É PRECISO OLHAR O TODO

Em 2026 o Creative B2B recebeu 355 inscrições, abaixo das 415 da estreia. Mas o festival inteiro caiu 25% no mesmo período, então o B2B está ganhando peso relativo num mercado que encolheu, o que é mais difícil e não menos.

44Fontes 39, 40, 41, 42
Capítulo oito

YOU CAN'T ALWAYS
GET WHAT YOU WANT

Uma coisa que a gente aprendeu em 23 anos: todo contrato
é fechado por uma pessoa, não por um CNPJ.

08
08 · Como a Amo fazTrês caminhos até o decisor

O erro mais comum do mercado é achar que, se quem assina o contrato é uma empresa, a comunicação tem que ter um tom sério, formal. É esse é um erro que acontece na maioria das empresas. E isso é uma oportunidade gigante para seus concorrentes.

Caminho 01

DIRETO AO PROFISSIONAL QUE DECIDE

Quando quem decide por outra pessoa o que comprar, como o médico que prescreve um produto, o arquiteto que especifica, o engenheiro que homologa, conquistar o coração destes profissionais é um caminho que pode funcionar muito bem.

Case Fisiogel
Caminho 02

O LADO QUE NINGUÉM OLHA DA PLATAFORMA

Todo marketplace precisa dos dois lados para ser bem sucedido. O de quem compra e o de quem oferta algo. Todo mundo olha quem compra, mas, recrutar quem fornece é garantir uma boa transação para quem compra.

Case Quinto Andar
Caminho 03

B2C2B
mover quem tem poder sobre o decisor

O menos explorado do mercado, e o nosso preferido. Funciona de duas maneiras: pressão de demanda, quando o consumidor puxa o decisor, e validação de marca, quando o consumidor legitima a compra que outro assina.

Cases  Eleva e Betterfly
46Fonte 51
Case Amo 01

FISIOGEL

“Cuide do Durante”
CaminhoDireto ao profissional que decide
EscopoCampanha global
08 · Como a Amo fazFISIOGEL · “Cuide do Durante”
BrandingCampanha globalAtivaçãoPúblico médico
O cliente

Marca de hidratante dermatológico. Quem recomenda o produto é a dermatologista, não o consumidor final, e a decisão de compra nasce dentro do consultório.

O desafio

A Fisiogel precisava se posicionar no meio dermatológico como o hidratante do pós-procedimento, depois de um peeling por exemplo. Falar de composição não move médico, porque na categoria inteira todo mundo fala de composição.

A solução

Criamos o conceito “Cuide do Durante”, que nomeia o período entre o fim do procedimento e o resultado final, aquele intervalo em que o paciente se olha no espelho e duvida. A ação nasceu numa exposição, com uma instalação feita para a médica atravessar esse tempo com o olhar de quem está do outro lado da cadeira.

Os resultados
+95%em associação de mensagem
+37%em Ad Recall
A lição deste case

Público técnico não pede linguagem técnica. A dermatologista decide com a cabeça de médica e sente com a cabeça de gente. Nomear uma experiência que ela reconhece vale mais do que descrever uma fórmula que ela já conhece.

48Fonte 51
Case Amo 02

QUINTO ANDAR

“Dia 12”
CaminhoO lado da oferta
EscopoPesquisa e ativação
08 · Como a Amo fazQUINTO ANDAR · “Dia 12”
Pesquisa proprietáriaAtivaçãoMídia local
O cliente

Plataforma de aluguel e compra de imóveis. Todo marketplace tem dois lados, e o lado difícil quase sempre é o da oferta.

O desafio

Recrutar proprietários no Rio de Janeiro foi uma decisão de negócio: a pessoa está escolhendo quem vai administrar o patrimônio dela, e o custo de errar é alto o bastante para paralisar.

A solução

Uma pesquisa local realizada pela Amo mapeou conhecimento de marca e hábito da categoria no Rio, e apontou que o argumento mais forte da empresa era também o mais simples: o dia 12, data do recebimento garantido do aluguel, com inquilino ou sem. Transformamos a data em ativação. No dia 12, em quatro dos melhores restaurantes da cidade, bastava o proprietário mostrar o IPTU para ganhar o prato.

Os resultados
4restaurantes simultâneos na ativação
OverbookOs restaurantes receberam 2x mais demanda que o previsto.

Os números de recrutamento de proprietários não foram divulgados. 

A lição deste case

O benefício mais racional do negócio costuma ser o melhor material bruto para uma ideia. O dia 12 já estava escrito no contrato antes de virar campanha. Transformar a cláusula em experiência foi o trabalho.

50Fonte 51
Case Amo 03

ELEVA / LIV

“Ria, chore, sinta LIV”
CaminhoB2C2B · pressão de demanda
EscopoConceito, filme e mídia
08 · Como a Amo fazELEVA / LIV · “Ria, chore, sinta LIV”
ConceitoFilmeInfluênciaMídia digital
O cliente

O LIV era o programa de competências socioemocionais do Grupo Eleva para escolas do Fundamental ao Ensino Médio. Quem assina o contrato é o dono da escola.

O desafio

Vender programa socioemocional para gestor escolar é conversa de matriz curricular e custo por aluno. Nesse terreno o produto vira linha de planilha, e a decisão trava antes de começar.

A solução

Em vez de convencer a escola, fomos criar demanda em quem tem poder sobre ela. Criamos o conceito “Ria, chore, sinta LIV” e um filme real, com pais e filhos falando sobre o que sentem, o influenciador Marcos Piangers e mídia digital pesada por trás. Pai que vê aquilo quer aquilo para o filho. E escola que sente a demanda do pai não precisa ser convencida, ela vai atrás.


Os responsáveis marcaram as escolas nos conteúdos de LIV como forma de chamar a atenção e pedir LIV também.

Os resultados
70k → 140kalunos atendidos pelo programa
100%de crescimento
A lição deste case

Quando o decisor é difícil de mover, mova quem tem poder sobre ele. Pressão de demanda vende mais rápido do que argumento de venda.

Ver o filmeVer o conteúdo
52Fonte 51
Case Amo 04

BETTERFLY COM ICATU

“Tá Doado”
CaminhoB2C2B · validação de marca
EscopoLançamento no Brasil
08 · Como a Amo fazBETTERFLY COM ICATU · “Tá Doado”
LançamentoAwarenessCultura de internet
O cliente

A Betterfly é uma plataforma de benefícios corporativos que chegou ao Brasil em parceria com a Icatu. Quem contrata a plataforma é o RH da empresa.

O desafio

RH nenhum adota uma plataforma de benefícios que o funcionário nunca ouviu falar. A marca chegava sem repertório no país e precisava existir na cabeça do funcionário antes de existir na pauta do RH.

A solução

O trabalho era traduzir os benefícios da plataforma numa linguagem simples para o público final. Pegamos um meme de quem pratica atividade física, o “tá doado”, e transformamos na campanha de lançamento. O funcionário reconhece a expressão antes de entender a plataforma, e é esse reconhecimento que dá lastro à conversa do RH.

Os resultados
13%de recall de marca na primeira campanha no Brasil
23mi+de views no YouTube
142voltas ao mundo em passos doados
#1o país que mais doou na plataforma
A lição deste case

O consumidor não compra, mas é ele que legitima a compra. Marca conhecida pelo usuário final reduz o risco percebido de quem assina o contrato.

Ver o filmeCase completo
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Capítulo nove

START ME UP

O método: do boring ao legal. 

Primeiro o diagnóstico, depois o caminho.

09
09 · Start Me UpDiagnóstico

QUÃO BORING ESTÁ A SUA MARCA?

Faça um diagnóstico interno.

Se você apagar o logo do seu último anúncio, ninguém consegue dizer que é seu?

Seu concorrente poderia assinar a mesma peça sem mudar uma palavra?

Mais de 80% da sua verba está em performance e geração de leads?

Ninguém fora da sua empresa já compartilhou material seu espontaneamente?

A palavra "solução" aparece mais de duas vezes nos seus materiais?

Você não consegue nomear a emoção que a sua última campanha buscava provocar?

Sua comunicação fala com um cargo, e não com uma pessoa?

Sua campanha atual não tem nenhuma ideia que dure mais de um trimestre?

Você já apresentou uma ideia e ouviu que era ousada demais para o seu mercado?

Ninguém do seu time de vendas já usou espontaneamente uma peça sua numa reunião?

0 a 3 pontos
Rock'n'roll

Você já está fora da média. O trabalho aqui é sustentar e compor.

4 a 6 pontos
Morno

Existe ideia, mas ela está sendo domesticada em algum ponto do processo, geralmente na aprovação.

7 a 10 pontos
Boring

Você está gastando 2,6 vezes mais do que precisa, o que significa que tem muito resultado parado aí.

56
09 · Start Me UpO caminho, em cinco passos
Passo 01

ACHE A VERDADE HUMANA

Toda compra corporativa é feita por uma pessoa que tem medo de errar, quer ser reconhecida e volta para casa no fim do dia. A Workday achou o vício de chamar todo mundo de rock star. Comece pela pessoa, não pelo produto.

O que essa pessoa sente numa segunda de manhã?
Passo 02

ESCOLHA O CAMINHO

Direto ao profissional, pelo lado da oferta, ou por fora, criando demanda em quem tem poder sobre ele. Essa é uma decisão de estratégia e não de mídia, e ela muda tudo o que vem depois.

Quem, além do decisor, tem poder sobre essa decisão?
Passo 03

faça um ESPETÁCULO do que você já tem

Você tem uma fato sobre seu negócio, e todo negócio B2B tem. O trabalho está em achar a forma inesquecível de mostrar o fato que já existe. O espacate do Van Damme era um teste de direção de verdade, com dois caminhões andando de ré.

Qual é a prova que a gente esconde por contar de uma forma chata?
Passo 04

EQUILIBRE A VERBA

Como ponto de partida, vá de meio e meio. Metade marca, metade performance. Performance continua na conta. A diferença é alimentar o funil do ano que vem em vez de raspar o tacho neste trimestre.

Quanto da verba trabalha para os 95% que não estão em um momento de contratação hoje?
Passo 05

SUSTENTE

Ideia boa não vira campanha, vira plataforma. O "Rock Star" está no terceiro ano e ganhando prêmio de eficácia sustentada. O erro mais caro do B2B raramente é escolher a ideia errada, é trocar de ideia todo ano.

Essa ideia aguenta três anos?
57amo.ag
Capítulo dezContato

QUAL O SEU DESAFIO DE NEGÓCIO?

A Amo é uma agência de comunicação integrada. São 23 anos, independência, e os sócios presentes em todas as contas, não numa reunião trimestral.

A gente usa comunicação para resolver desafio de negócio. Já fizemos isso para L'Oréal, Haleon, Merz, GSK, Icatu, Quinto Andar, Bob's, Laureate, Eleva, Grupo Soma, Betterfly, Escola Móbile e muitos outros.

Se alguma coisa neste ebook parecia com a sua situação, provavelmente era. Vamos conversar.

Fale com o Bruno no WhatsApp
Aponte a câmera.
Cai direto no meu WhatsApp.
amo.ag
Bruno Dreux
bruno@amo.ag
+55 21 99333-9090
Amo
58amo.ag
Fontes52 referências · todos os títulos são links

Cada dado deste ebook tem origem verificada. Os títulos abaixo são clicáveis.

59amo.ag
Amo
Amo
IT'S ONLY B2B
(BUT I LIKE IT)
amo.ag · Rio de Janeiro · 2026
It's Only B2B (But I Like It)

QUEM ESTÁ DO OUTRO LADO?

Nada aqui é obrigatório. Você pode clicar em ver o conteúdo agora e ler o book inteiro do mesmo jeito. Mas se deixar seu nome, a gente sabe com quem está falando e consegue continuar a conversa depois.

61 páginas · cerca de 25 minutos de leitura
O que você escrever fica só com a Amo e serve para a gente falar com você.